A cinebiografia de Stephen Hawking

 

"The Theory Of Everything" (A Teoria de Tudo), do cineasta James Marsh, que conta com 4 indicações ao Oscar 2015, narra a história do astrofísico Stephen Hawking a partir da sua relação com Jane Wilde, a ex-esposa.

O longa-metragem trilha pelo viés mais romântico e peca, a meu ver, por não focar tanto na questão da sua trajetória de Hawking e suas contribuições. O espectador fica sem saber ao certo, afinal, estão falando de um dos homens mais brilhantes da ciência que mudou a compreensão do Universo.

A abordagem de “A Teoria de Tudo” não é tão intensa e impactante quando se pensa em outros filmes biográficos que também retratam a questão de uma existência afetada pela deficiência física, como é o caso do filme “O Escafandro e a Borboleta”, do cineasta Julian Schnabel, que traz a história do editor da revista ELLE.

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O que destaca no filme é a ótima interpretação dos protagonistas. O processo de preparação do ator Eddie Redmayne levou seis meses para viver o físico Stephen Hawking, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA). A atriz Felicity Jones, que vive a personagem Jane Wilde, peça-chave da trama, também impressiona com sua atuação. 

O filme foge de polêmicas, tanto na questão do ateísmo assumido pelo próprio Hawking quanto aos envolvimentos extraconjugais do casal, que o cineasta parece pisar em ovos ao abordar esses pontos no filme. 

Embora “A Teoria de Tudo” seja uma cinebiografia tímida, o filme não deixa de emocionar o espectador.  

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Comunicóloga, escritora, cineasta e também jardineira. É cofundadora do Coletivo Pausa, cofundadora/editora-chefe do EntreLinha, uma cinéfila incorrigível, amante das artes e da literatura.