“American Horror Story”: Roanoke é sucesso, mas em alto mar também?

Finalmente, os produtores de American Horror Story acertaram na história, elenco e produção da série. Não digo que todas as temporadas foram ruins, mas que tivemos algumas temporadas horríveis. E foi bom ver uma temporada de AHS resgatando o espírito de horror da série.

Para quem não conhece, a série funciona de uma forma diferente; é chamada de série antológica. Isso significa que cada temporada possui seus próprios personagens, ambientação e enredo (começo, meio e fim). Logo, uma série com 06 temporadas possui 06 histórias completamente diferentes. Se uma pessoa assistir a primeira temporada e depois pular para a quinta, não irá se sentir perdida.

Agora, os produtores de AHS começaram a inserir elementos e personagens de temporadas anteriores nas mais recentes, como aconteceu em AHS: Hotel (2015) com referências a AHS: Coven (2013). Ainda assim, sem atrapalhar a história da série.

Os temas sempre foram bem diferentes, um universo bem grande de histórias a serem trabalhadas. E provavelmente por isso deram alguns tiros nos pés, pois os fãs de AHS gostam de fantasia, mas algo com que se identifiquem, e não para se sentir em Once Upon a Time.

American Horror Story é uma onda de aprovação e desaprovação. A sua primeira temporada, considerada por muitos como a melhor, foi a Murder House (2011). Sendo seguida por Asylum (2012) que deixou muita gente animada com o desempenho dos produtores e roteiristas. Como uma onda, ela se quebrou em Coven (2013) e Freaky Show (2014), a primeira fala sobre bruxas sem muito terror, e a segunda sobre um Circo de Aberrações – que particularmente gostei, desculpe. E então, começou a se reerguer novamente com a chegada da Lady Gaga em Hotel (2015) e se estabelecendo novamente este ano em Roanoke.

Ryan Murphy e Brad Falchuk conseguiram reconquistar o coração dos fãs de horror com My Roanoke Nightmare. Investiram para deixar uma fotografia sombria de dar calafrios, somado com uma trilha leve e ambientação fantástica, que te faz dar aqueles pulinhos no sofá. Tudo isso já no primeiro episódio da temporada. Não pouparam no elenco também, além da Lady Gaga, retornando para mais uma temporada (em um papel com menos destaque, mas fundamental), também teve a estreia de Cuba Gooding Jr. abrilhantando ainda mais esta obra-prima

Sem contar a incrível divulgação que deixa o tema da temporada em sigilo, veiculando vários teasers durante o ano, e fez com que os fãs criassem um milhão de teorias sobre a 6ª temporada.

Quando estreou, o sentimento de “quero mais”, somado ao medo de como iriam finalizar a série sem decepcionar os fãs, foi absurdo. Para quem acompanha séries, esse medo é algo positivo, pois você cria carinho pela produção e tudo que estão fazendo, e não quer ver tudo indo por água abaixo.

O tema foi muito bem recebido pelos fãs, e a forma com que simula um documentário/reality show deixou tudo muito mais real, com cenas que inserem personagens reais, criando uma ironia entre a arte que imita a vida, e a vida que imita arte.

Agora você me pergunta, qual a relação do texto com o título da matéria " (…) mas em alto mar também?”. Através de teorias que estão circulando em alguns meios relacionados a série, a sétima temporada pode se tratar de uma espécie de continuação de Roanoke. Baseado neste novo teaser divulgado em novembro, no twitter.

A teoria é devido ao vídeo estar cruzando o mar com os bonecos de palha de Roanoke, como se estivesse ligando as duas temporadas.

E daí? Bom, vamos a parte curiosa.
Roanoke fica na costa da Carolina do Norte. Mesmo a gente não vendo a costa na série, há um laço histórico de que realmente aconteceu. Então eu te digo que o Barba Negra (Edward Teach) foi descoberto na Carolina do Norte e relacionado a Roanoke Island, e na sua história tem ligações com fantasmas. Ligue os pontos! 😉

Como irá se tratar de uma continuação do tema Roanoke, vamos esperar para que seja realmente bom, e torcer para que essa onda não se quebre novamente. Temos muita coisa para falar sobre American Horror Story, como as história reais que foram trabalhadas (com personagens da vida real), o elenco incrível da série e muito mais.

Mas, por fim, deixo aqui a minha aprovação e sugestão para você assistir, e dar a sua opinião sobre a série. Principalmente sobre esta última temporada.

Felipe Espinosa

Seriador de carteirinha, tentando evitar episódios atrasados e na geladeira. Adepto do movimento Anti-Spoilers! Só aproveite e conheça mais sobre o mundo das séries, vai ser legen... wait for it... dary!

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