“Ao Amanhecer”

Exibido no My French Film Festival 2019, o curta-metragem "À l'aube", intitulado no Brasil como "Ao Amanhecer", dirigido por Julien Trauman, tem seu ponto de partida semelhante ao filme "Gerry" (2003), do cineasta norte-americano Gus van Sant, a qual também recomendo assistir.

No final da festa de formatura, um grupo de adolescentes divertem-se ao redor de uma fogueira a beira-mar. Aurore (Juliette Bettencourt), Simon (Gaspard Meier-Chaurand) e Adrien (Constantin Vidal) encontram um pequeno barco inflável atracado na praia e resolvem aventurar-se, já que Simon estava prestes a se mudar de cidade por conta dos estudos. Eles adormecem durante a viagem noturna acordando apenas no dia seguinte, perdidos no mar, sem água potável, sem comida, vestidos com suas roupas íntimas.

No filme, o emprego de enquadramentos mais fechados em momentos específico do curta, que nos dá uma sensação mais claustrofóbica, mesmo as personagens estando em automar, à deriva, e os tons frios da paleta predominando a fotografia, expressam de forma subjetiva os sentimentos que permeiam Aurora, Simon e Adrien. A presença de elementos do fantástico à narrativa é o ponto interessante de "À l'aube", que a meu ver poderia ter sido até mais explorado no curta.

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Comunicóloga, escritora, cineasta e cofundadora do EntreLinha. É cinéfila, amante das artes e da literatura.

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