“Belle à croquer”: um filme de encher os olhos

O curta-metragem “Belle à croquer”, dirigido pelo cineasta francês Axel Courtière, é, com certeza, uma grata e bela surpresa cinematográfica, além de contar com a participação especial da consagrada atriz Catherine Deneuve.

“Belle à croquer” narra à história de Oscar Mongoût (Sylvain Dieuaide), um gourmet canibal, que é apaixonado por sua vizinha, a Srta Carotte (Lou de Laâge). Porém, a paixão que nutre pela jovem parece estar condenada ao fracasso: ela é uma vegetariana, enquanto ele sofre de fobia de vegetais. Porém seu amor fala mais alto, então, Oscar reúne coragem e a convida para jantar.

A trama do curta-metragem é simples, mas o diretor consegue transformá-lo em algo muito interessante, divertido e belíssimo, com destaque para direção de arte, que usa e abusa das cores explorando-a como elementos simbólico e narrativo.

As cores, segundo o livro “Psicodinâmica das Cores em Comunicação”, de Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos, "podem produzir impressões, sensações e reflexos sensoriais de grande importância, porque cada uma delas tem uma vibração determinada em nossos sentidos e pode atuar como estimulante ou perturbador na emoção, na consciência e em nossos impulsos e desejos”.  

Mudo, o filme mistura animação e ficção, evidente em outros trabalhos do diretor, e faz referência aos longas-metragens "Edward, Mãos de Tesoura" (1999) e "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (2005), ambos dirigidos pelo cineasta Tim Burton, e  ao cinema de Wes Anderson.

“Belle à croquer” é um filme realmente de encher os olhos.
 

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Comunicóloga, escritora, cineasta e cofundadora do EntreLinha. É cinéfila, amante das artes e da literatura.

Posted Under
Sem categoria