“Captain Fantastic” e a vida sem tecnologia

Assisti esse filme apenas para ver Viggo Mortensen vestido com um terno vermelho ao lado de crianças esfarrapadas. A imagem repele, é verdade, mas é necessário ter um respeito com o ator que um dia interpretou "Aragorn".

Rapidamente, é um filme de um pai que cuida de seus filhos em uma floresta do norte, longe da sociedade e zela pela educação destes em todos os aspectos, desde a saúde física a aulas de filosofia, até que um evento os obriga a voltar para a cidade natal da mãe dos garotos e esposa de Ben (Viggo Mortensen).

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Como alguém, nos dias de hoje, pode imaginar a sobrevivência na floresta sem internet, energia ou água tratada? A maioria dos exemplos que conhecemos nos lembra automaticamente de um recrudescimento do ser humano, que de certa forma acabaria cedendo um pouco para o lado instintivo de sobrevivência. "O Senhor das Moscas" (1990) e "Náufrago" (2000) são bons exemplos.

Com o eterno Aragorn a coisa é diferente. Porém, qualquer coisa que eu conte seria spoiler do pior possível, como se contasse que Bruce Willys era um espírito em "Sexto Sentido". Então, paro por aqui. Não pense que o filme não merece mais palavras. Para mim, é o melhor filme de 2016. Como ele ainda está quente, realmente vou evitar spoilers.

Os protagonistas comemoram o dia de Noam Chomsky ao invés de comemorar o Natal. Não sabe quem é Noam Chomsky? Então não gaste o seu tempo com esse filme, ele não é pra você.

 

Lívio Sakai

Sou como um carro não muito velho, mas com 500.000 km marcados no odômetro.

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