Cinema Nacional: Uma questão de olhar

Hoje, 19 de Junho é dia do Cinema Nacional.

O cinema brasileiro tem uma história de muita luta para conseguir chegar aos degraus que encontrou hoje, desde os primórdios de sua invenção em 1895 oficialmente pelos irmãos Lumière.

No início das primeiras tentativas do cinema deslanchar no país temos filmes que hoje são patrimônios para como “O Cangaceiro” filme de Lima Barreto, que acabou premiado no Festival de Cannes, tivemos também Mazzaropi, projetando filmes de um caipira muito engraçado; Glauber Rocha aparece com o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e o filme “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade.

Só a partir de 1993 houve uma real preocupação com a Indústria Cinematográfica no país com a criação da Lei do Audiovisual. Com mais incentivos começamos a ter diretores conhecidos internacionalmente como Carla Camuratti, Murilo Salles e Fábio Barreto que inclusive, receberam indicações para o Oscar, maior premiação cinematográfica do mundo.

O cinema brasileiro vem crescendo muito desde então e tornou-se mundialmente conhecido e respeitado, com as produções “Cidade de Deus”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Lisbela e o Prisioneiro”, “O Homem que Copiava”, dentre outros.
Mas não podemos deixar de concordar que existem longos caminhos para aumentar o público e o interesse por produções nacionais.

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Não tem como não citar "Central do Brasil" ao falar do cinema nacional, filme de 1998 com a diva Fernanda Montenegro, do diretor Walter Salles. Filme tocante que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor atriz com A diva Montenegro.

Central do Brasil deu uma visibilidade para o Cinema Nacional de uma forma que não se tinha visto antes, a partir daí começamos a ter noção de como podemos fazer filmes muito bons e não ficar com aquele estereotipo de que filme nacional não presta, só filmes estrangeiros são realmente bons.

Cidade de Deus concorreu a quatro Oscars, teve uma crítica excelente nacional e internacional é difícil encontrar alguém que não tenha assistido e tenha uma boa opinião sobre ele. É do respeitado diretor Fernando Meirelles.
Bicho de Sete Cabeças, filme de 2001 com Rodrigo Santoro, dirigido por Laís Bodanzky tem questões sociais envolvidas que impressionam pela legitimidade.

Carandiru é outra grande referência para produções tupiniquins, é do diretor Hector Babenco, baseado em um livro do conhecido Dr. Drauzio Varella sobre a difícil realidade dos presídios brasileiros em seu trabalho de prevenção a AIDS.

Dois Filhos de Francisco é um filme de 2005 que conta a tragetória de vida da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. Em muitos pontos eu tenho que admitir, chorei, vale a pena assistir, nos dá aquela sensação de que se você tem um sonho: “vá corra atras que você consegue”. É do diretor Breno Silveira que inclusive já trabalhou com Carla Camuratti.

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Tropa de Elite é outro filme que eu particularmente adoro, tanto o 1° de 2007 como o 2° de 2010 , têm uma ótica que fascina, é do Diretor José Padilha, tem uma trilha sonora marcante.

Se eu fosse você, comédia com Tony Ramos e Glória Pires dois conhecidos e respeitados atores brasileiros também merece ser lembrado aqui, o 1º filme é de 2006 e o 2º de 2009.

E então? Viu o que você pode estar perdendo ao torcer o nariz para o cinema nacional?

Temos produções que podem muito bem ser comparadas ou muitas vezes melhores que as produções estrangeiras, é só uma questão de olhar.

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Atualmente temos Faroeste Caboclo em cartaz 😀
Dirigido por Rene Sampaio, é inspirado na canção de Renato Russo Faroeste Caboclo.

O que acha de dar uma passada por lá? Quem sabe você também se apaixone pela história 😉

  • Excelente artigo, muito obrigado por compartilhar esse conteúdo de valor. Adicionei seu site aos favoritos para voltar mais vezes

  • Erica Ribeiro

    Obrigado, Ricardo! Volte sim 🙂 Toda semana temos novas postagens. Seja bem-vindo.