Globo de Ouro 2017: um olhar além da premiação

No domingo, dia 08/01, ocorreu a cerimônia de premiação do Golden Globe Awards, evento que antecede o Oscar 2017. E a grande estrela da noite, não tirando os méritos dos premiados que também tiveram seu brilho, foi a atriz Meryl Streep, homenageada com o troféu Cecil B. DeMille pelo conjunto de obra.

Digo “grande estrela” não apenas pelas premiações que Streep traz em sua bagagem ao longo de sua carreira (veja aqui) ou pela incrível atriz que é, mas também pelo seu papel como artista na sociedade, qual me fez lembrar a fala da espetacular pianista, cantora, compositora e ativista Nina Simone no documentário “What happened, Miss Simone?”, de Liz Garbus, ao mencionar que acreditava que o dever do artista era refletir o seu tempo.  

Bem como a atriz Patrícia Arquette, no Oscar 2015, Meryl Streep também aproveitou os holofotes e sua influência ao discursar, em tom político e de forma contundente, crítica, muito comovente e humana que, com certeza, marcou o evento. A atriz criticou a xenofobia, que aumentou nos EUA após a campanha presidencial de Donald Trump, e as proposta polêmicas do atual presidente. “Hollywood está cheio de ‘forasteiro’ e imigrantes. E se tirarmos todos daqui, não teremos nada para assistir além de futebol e artes marciais, que não é bem ‘a arte’ que estamos falando”, menciona Streep.

Além disso, a atriz cita um episódio que a chocou, em que Trump ridiculariza um jornalista com deficiência. “E esse instinto de humilhar, quando é apresentado por alguém público, por alguém poderoso, que influencia a vida de todo mundo, dá permissão para que outras pessoas façam o mesmo. A violência incita a violência. O desrespeito incita desrespeito. Quando os poderosos usam suas posições para intimidar outros, todos perdemos”.

Veja no vídeo o discurso na integra (em inglês): 

Confira a lista dos vencedores do Globo de Ouro 2017:

CINEMA

 

Melhor Drama: "Moonlight: Sob a luz do luar"

Melhor Comédia ou Musical: "La la land: Cantando Estações"

Melhor Diretor: Damien Chazelle por "La la land: Cantando Estações"

Melhor Ator em Drama: Casey Affleck (“Manchester à Beira-mar”)

Melhor Atriz em Drama: Isabelle Huppert (“ELLE”)

Melhor Ator em Comédia ou Musical: Ryan Gosling ("La la land: Cantando Estações")

Melhor Atriz em Comédia ou Musical: Emma Stone ("La la land: Cantando Estações")

Melhor Ator Coadjuvante: Aaron Taylor Johnson (“Animais Noturnos”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Viola Davis (“Fences”)

Melhor Filme em Língua Estrangeira: “ELLE”, do cineasta holandês Paul Verhoeven

Melhor Animação: Zootopia

Melhor Roteiro: Damien Chazelle por "La la land: Cantando Estações"

Melhor Canção Original: City Of Stars, de Justin Hurwitz ("La la land: Cantando Estações") – ouça aqui

Melhor Trilha Sonora: "La la land: Cantando Estações"

 

TV

Melhor Série Drama: “The Crown”

Melhor Série de Comédia: “Atlanta”

Melhor Ator em Série de Drama: Billy Bob Thornton (“Goliath”)

Melhor Ator em Série de Drama: Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)

Melhor Ator em Série de Drama: Claire Balfe (“The Crown”)

Melhor Ator em Série de Comérdia: Donald Glover (Atlanta)

Melhor Filme para TV ou Série limitada: American Crime Story: O povo contra O.J. Simpson”

Melhor Atriz em Filme para TV ou Série limitada: Tom Hissleston (“The Night Manager”)

 Melhor Atriz em Filme para TV ou Série limitada: Sarah Paulson (American Crime Story: O povo contra O.J. Simpson”)

Melhor Ator Coadjuvante: Hugh Laurie (“The Night Manager”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Olivia Colman (“The Night Manager”)

 

 

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Publicitária, blogueira, produtora e cineasta. É cofundadora do EntreLinha Blog, Coletivo PAUSA e da websérie "Uma Pausa para o Café...", além de colunista do Design & Chimarrão.