Luz, câmera e ação

 

A sétima arte reinou neste mês de agosto. Após os filmes nacionais de longa e curta-metragem brilharem no Festival de Cinema de Gramado (RS), evento que acorreu entre os dias 8 a 16 de agosto (clique aqui), o mês praticamente encerra nos brindando com mais uma festa, o 13º Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Nesta edição, o grande homenageado foi o diretor e dramaturgo carioca Domingos Oliveira que, particularmente, foi um show à parte. Sim, foi belíssima e, ao mesmo tempo, tão poética a forma que os atores Caio Blat e Maria Ribeiro conduziram a premiação ao intercalarem com atuações em cenas do clássico longa-metragem “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos.

Durante o evento também foi prestado uma homenagem ao Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro, um dos cursos mais antigos e conceituados da área no Brasil. Personalidades do meio cinematográfico como o documentarista Eduardo Coutinho, José Wilker e Virgínia Lane, que morreram recentemente, foram lembrados.

Os filmes nacionais foram as grandes estrelas. “Faroeste Caboclo”, do diretor René Sampaio, filme que conta a saga de João de Santo Cristo inspirado na música de mesmo nome de Renato Russo, faturou sete prêmios das 13 categorias da 13º edição do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.  São elas: Melhor longa-metragem de ficção, Melhor ator para Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo, Melhor adaptação (Marcos Bernstein e Victor Atherino), Melhor Montagem adaptado (Marcio Hashimoto), Melhor trilha sonora original (Phillipe Seabra) e Melhor som (Leandro Lima, Mirian Biderman, ABC, Ricardo Chuí, Paulo Gama).

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A ficção “Serra Pelada”, de Heitor Dhália, é inspirada nas histórias da corrida do ouro na região do Pará que eclodiu no final da década de 70. O longa foi premiado como Melhor Efeito Visual (Robson Sartori), Melhor maquiagem (Siva Rama Terra) e de Melhor ator coadjuvante para Wagner Moura como Lindo Rico.

O drama “Flores Raras”, do cineasta Bruno Barreto, traz uma história de amor entre mulheres em que tem como pano de fundo o golpe militar de 64. O filme recebeu os prêmios de Melhor atriz para Glória Pires como Lota de Macedo Soares, Melhor Direção (Bruno Barreto) e Melhor Figurino (Marcelo Pies).

Cine Holliúdy - f01

A comédia do cineasta cearense Halder Gomes, Cine Hollíody, tem o humor na medida certa e trazer elementos da cultura do povo nordestino. Botaro pra descatitá, mah!

O filme faturou os prêmios de Melhor longa-metragem de ficção no voto popular e Melhor longa-metragem de comédia, nova categoria que passa a compor as próximas edições do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.

Os documentários também marcaram presença. “A Luz de Tom”, de Nelson Pereira dos Santos, é premiado como Melhor longa-metragem documentário e Melhor trilha sonora (Paulo Jobim). “Elena”, de Pietra Costa, que vem conquistando inúmeros fãs em várias partes do mundo, ganhou os prêmios Melhor longa-metragem documentário e Melhor montagem documentário (Marília Moraes e Tina Baz).

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A atriz Bianca Comparato, que interpretou Carmen Tereza no filme “Somos Tão Jovens”, de Antonio Carlos da Fontoura é premiada como Melhor atriz coadjuvante. E quem levou o prêmio de Melhor curta-metragem de ficção foi “Flerte”, do diretor Hsu Chien.

A animação “Uma História de Amor e Fúria”, escrito e dirigido por Luiz Bolognesi, ganhou como Melhor longa-metragem de animação e Melhor efeito visual (Bruno Monteiro). E o Melhor Longa-Metragem Infantil foi para “Meu Pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein, baseado no livro de mesmo título de José Mauro de Vasconcelos.

Para encerra a festa do cinema, "Django Livre", do grande cineasta americano Quentin Tarantino, faturou como Melhor longa-metragem estrangeiro e no voto popular.

Um brinde à sétima arte.

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Publicitária, blogueira, produtora e cineasta. É cofundadora do EntreLinha Blog, Coletivo PAUSA e da websérie "Uma Pausa para o Café...", além de colunista do Design & Chimarrão.