Muita bilheteria é pouca qualidade?

 

Sempre acompanho a cerimônia do Oscar. E aproveitando o embalo do evento, que ocorreu há pouco tempo, me pergunto qual o problema com os blockbusters que sempre ficam de fora das listas principais para os prêmios.

Ouvi e li algumas coisas que dizem que essas obras cinematográficas não são tão importantes quanto os filmes considerados filmes de arte, são apenas “maquinas” para arrecadar dinheiro.

Alguns desses filmes comerciais trouxeram atores muito bons de volta ao cenário, como o caso de Robert Downey Jr. que, além de fazer um ótimo trabalho interpretando Tony Stark (Homem de Ferro), conseguiu ser a cara da personagem. Acho que vai que ser muito complicado encontrar outro ator que se encaixe tão bem quanto ele no papel.

Essa onda de filmes adaptados das histórias de quadrinhos, que levam multidões ao cinema e rendendo cifras astronômicas aos estúdios, fez pessoas que não iam ao cinema com certa frequência esperarem esses filmes como malucos e ansiosos.

E se fossemos olhar para esses filmes baseados em quadrinhos, o quanto tecnicamente esses filmes exigem de seus estúdios é algo assombroso. A última trilogia do Batman, de Christopher Nolan, foi algo fora da curva. Roteiros muito bons e atores excelentes. 

11026739_1041650012513022_1372929248_n

Acho que para julgar temos que ser imparcial, ainda mais quando o assunto é arte, onde os gostos pessoais ficam muito acentuados na hora de falar que esse é melhor que aquele. Concordo que alguns desses filmes rentáveis são muito ruins, como “Transformes 4” (um robô em cima de um dinossauro é meio difícil de rodar), mas também existem filmes considerados “Cult” que são muito chato, como “Chicago”, ganhador de 2003, que na minha opinião é chato. 

Lucas Placer

Lucas Placer

Designer e viciado pela profissão, estudante de arquitetura, amante dos esportes americanos, atleta de final de semana e café é meu alucinógeno da hiperatividade.