Once Upon a Time: onde a fantasia e realidade se entrelaçam

por Surya Guimaraens

A série “Once Upon a Time”, criada por Adam Horowitz e Edward Kitsis, os mesmos de “Lost”, é uma série do gênero drama-fantasia exibida no canal pago Sony, TV aberta Rede Record e tem disponível as primeiras 5 temporadas no Netflix, que possui seis temporadas e a sétima está sendo gravada.

Sou suspeita para falar sobre “Once Upon a Time”, sempre tive um fascínio por contos de fadas e esta série conseguiu juntar todos eles de modo criativo, divertido, alucinante e de uma forma que não seria capaz de imaginar. A cada temporada uma surpresa, algumas são mais legais outra menos, mas é fato que cada uma traz novos personagens de contos de fadas, o que por si só já é uma surpresa.

A narrativa traz muitas referências aos contos que lemos ou ouvimos nossos pais contar quando éramos crianças, e permite deliciosas licenças poéticas. As personagens femininas são extremamente fortes, aventureiras, lutadoras e complexas, as princesas são humanizadas, sofrem com problemas reais. Os príncipes são inseguros, às vezes precisam ser salvos também e isso é muito legal, uma espécie de quebrando conceitos com um toque girlpower.

Uma das cenas que mais me chamou a atenção é quando o príncipe Encantado está lavando a louça de forma rotineira, enquanto espera a Branca de Neve chegar do trabalho. Quem poderia imaginar colocar o príncipe para fazer atividades domésticas que historicamente são atribuídas às mulheres? Não entrarei na questão de gênero, mas já adianto que são pequenas evoluções.

A série começa na pequena cidade chamada Storybrooke. Por causa de uma maldição lançada pela Rainha Má (Lana Parrilla) na tentativa de ter seu final feliz, ela manda todos os personagens da Floresta Encantada para Storybrook, uma cidade fictícia que estaria localizada no mundo real e rouba seus finais felizes e lembranças do passado. Nossa grande heroína é Emma (Jennifer Morrison), filha da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) e do Príncipe Encantado (Josh Dallas), é enviada ainda bebê dentro de um tronco de árvore mágica para o mundo real, antes que a maldição chegasse ao castelo, um parêntese para o tronco de árvore que é talhado por dentro para que caiba uma pessoa, o executor desse feito foi Gepeto, sim, o Gepeto do Pinóquio. O negócio é doido mesmo! Mas voltando a Emma.

Emma é a salvadora, a única que pode quebrar a maldição, uma mulher muito forte, densa, acredita ter sido abandonada pelos pais, viveu em abrigos de crianças órfãs ou abandonadas. No dia de seu aniversário de 28 anos, Emma está completamente sozinha e triste, quando Henri um menino de 10 anos toca sua campainha dizendo ser seu filho, um filho que Emma entregou para adoção logo ao nascer. A visita do menino acaba obrigando Emma levá-lo para casa na cidade de Storybrook, lá entrega Henri a mãe adotiva Regina, vulgo Rainha Má, que é a prefeita da cidade. As coisas vão acontecendo nossa heroína e lá ela acaba ficando mais tempo na cidade.

O mais legal da série é ver nossos personagens favoritos vivendo dramas da vida real, é um processo de humanização de princesas e príncipes. Cada episódio tem uma narrativa não linear, um personagem diferente como central, mostra como era sua vida na Floresta Encantada e alguns fatos chave que explicam algumas atitudes do personagem na cidade de Storybrook. São sempre muito envolventes e misturam a fantasia com a vida real, então não se surpreenda se o personagem estiver sendo sugado por um portão mágico e seu celular começar a tocar, tudo absolutamente normal.

Como eu disse sou suspeita a escrever sobre "Once Upon a Time", com certeza está entre as minhas séries queridinhas.

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