Será que as locadoras estão com os dias contados?

 

Será que com o advento da Internet, a banda larga, a pirataria, a chegada de novos formatos e a mudança do comportamento dos consumidores as locadoras físicas – negócio que prosperava desde a década de 80 – podem estar com seus dias contados?

Nos EUA e alguns países da Europa, é cada vez mais comum as pessoas não irem até uma locadora para alugar um filme. No Brasil também não é diferente. Segundo a União Brasileira de Vídeo (UBV), em 2005 existiam quase 14.000 locadoras no país. Em 2012, esse número apresentou uma redução de 71%, são menos de 4.000.

Com a presença das locadoras virtuais, a venda de DVDs ofertadas por milhares de empresas e o avanços tecnológico tem contribuído com essa redução de lojas.  A Netflix, sucesso em mais de 20 países, foi responsável pelo fim do monopólio da gigante americana Blockbuster.  Além de ser considerada uma ameaça para os grandes estúdios de Hollywood. A sua vinda ao Brasil também causou “medo” em setores de TV por assinatura.

Outro vilão é a pirataria. Dados da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) apontam que somente em 2010 mais de 38 milhões entre DVDs e CDs foram apreendidos no Brasil. Enquanto a pirataria online, a Musicmetric – website que analisa o mercado mundial fonográfico e cinematográfico – afirma que só no Brasil os números chegam há 19,7 milhões de downloads ilegais.

Esses fatores têm contribuído para tornar as locadoras uma raridade. E como irão sobreviver neste mar selvagem?

Alguns ainda estão tentando nadar contra a maré. Uns apostam em trabalhar apenas com filmes lançamentos, outros abriram um espaço com cafeteria, restaurante e até uma mesmo minilocadora com bar. Porém, há outras que estão apenas à espera do fim.

Será que essas tentativas realmente resolveram os problemas ou talvez surja uma forma que seja capaz de reinventá-la?

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Publicitária, blogueira, produtora e cineasta. É cofundadora do EntreLinha Blog, Coletivo PAUSA e da websérie "Uma Pausa para o Café...", além de colunista do Design & Chimarrão.