Sully: O Herói do Rio Hudson

Após o longa-metragem “Sniper Americano” (2014), baseado na história real de Chris Kyle, membro das Forças de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, enviado ao Iraque para proteger uma equipe contra os ataques inimigos, o diretor Clint Eastwood, leva mais uma vez as telas do cinema outra produção biográfica, o “Sully: O Herói do Rio Hudson”, tendo como protagonista o ator Tom Hank e roteiro de Todd Komarnicki.

Baseado nos fatos reais (ocorrido no dia 15 de janeiro de 2009) e no livro “Hughest Duty: My Searchy for What Matters”, Chesley Sullenberger (piloto) e Jeffrey Zasley (copiloto), o filme “Sully: O Herói do Rio Hudson” centra-se na bravura e heroísmo do piloto Chesley Sullenberger.

O vôo US Airways 1549, que iria de Nova York para Charlotte, Carolina do Norte, sofre um imprevisto. Depois que algumas as aves terem danificado seriamente as turbinas da aeronave, Sully, como era chamado, se vê forçado a fazer um pouso de emergência. Diante das condições, faz uma manobra ariscada pousando no rio Hudson.

O feito torna-o um herói nas vistas das pessoas, estampando jornais e programas de TV, pois, milagrosamente, consegue salvar a vida de todos abordo, os 155 passageiros e a tripulação. Mas, no entanto, sua conduta passa a ser questionada pelo órgão regulador da aviação norte-americana, a qual veem como imprudência. Com isso, dá-se início a uma investigação rigorosa.

O cineasta cria uma atmosfera opressiva em torno da personagem de Sully, que sufoca e incomoda o espectador, com o intuito de transmitir as sensações vivenciadas por ele mediante ao fogo cruzado: herói ou vilão. E com sua excelente atuação, Tom Hanks também consegue passar toda tensão experenciada por Sully e, ao mesmo tempo, a seriedade, compostura e a paixão pela profissão. Em contraponto, a personagem de Aaron Eckhart, o copiloto Jeffrey Zasley, funciona como alívio cômico, porém, preciso, nas cenas mais tensas do filme.

Em “Sully: O Herói do Rio Hudson”, vemos um roteiro muito direto, mais clássico, sem riscos, que poderia ter sido bem mais explorado (nem por isso deixa de ser um filme bom). Para quem já assistiu o longa-metragem "O Voo" (2012), do cineasta Robert Zemeckis, com certeza deve ter notado algumas semelhanças. Na verdade, esse última foi inspirado no mesmo episódio, mas, no entanto, o diretor é bem mais ousado em seu roteiro, embora apresente um filme bem mais ficcional. "Sully", a meu ver, é mais uma homenagem aos feitos de um homem comum, que agora se eterniza pelas mãos de Clint Eastwood. 

 

 

 

 

Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Publicitária, blogueira, produtora e cineasta. É cofundadora do EntreLinha Blog, do Coletivo PAUSA e da websérie "Uma Pausa para o Café...", além de colunista do Design & Chimarrão.