Quanto mais suicidas, menos suicidas

 

Recentemente, descobri um curta-metragem gaúcho que me chamou muita a atenção, tanto pela história quanto pela estética. O curta em questão é “Quanto mais suicidas, menos suicidas”, do diretor Maurício Canterle com roteiro assinado por Tomas Fleck.

Exibido na Mostra Gaúcha de Curtas do 43º Festival de Cinema de Gramado, evento que ocorreu entre os dias 07 e 15 de agosto, o curta narra história de Fausto (Zé Victor Castiel), um colecionador compulsivo e viciado em roleta russa, que preocupado em caso morrer por conta desse vício, resolve escrever uma carta de suicídio.

No entanto, por não sentir que conseguiria fazer isso sozinho, pede ajuda de seu grande amigo Alvarinho Gomez (Jader Guterres), dono de uma editora de Best-sellers que, por sua vez, indica um jovem escritor, o Allan Grego (Rafael Pimenta), no qual tentam persuadi-lo a aceitar essa empreitada.

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Filmado na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o curta “Quanto mais suicidas, menos suicidas” tem uma trama bem articulada e o humor na medida certa, que fisga o espectador. Apresenta um ambiente fantástico e atemporal, e traz referências de grandes diretores como Wes Anderson, Almodóvar e Jean-Pierre Jeunet.

Destaco olhar e o cuidado do diretor Maurício Canterle com relação à construção das personagens quanto à forma de narrar e própria estética do filme, que me agradou muito. 

A trilha sonora ganha um toque todo especial, no qual mesclado músicas clássicas com as composições originais de Márcio Echeverria, que reforça o ideia central do cineasta. A direção de fotografia e a direção de arte, assinada pela Luísa Copetti, também merecem destaque.

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Expresso aqui o meu agradecimento ao diretor Maurício Canterle, que gentilmente fez a alegria de uma cinéfila incorrigível que estava louca para seu filme. 

 

UM OLHAR  POR TRÁS DAS CÂMERAS: 

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* Fotos cedidas pelo diretor Maurício Canterle