Com 3 indicações ao Oscar 2016, “Brooklyn”, do cineasta irlandês John Crowley, é um filme saudosista e não deixa de ser uma homenagem aos imigrantes irlandeses que partiram para a América em busca de vida melhor.
Inspirado no livro de mesmo título, do escritor irlandês Colm Tóibín, publicado, em 2011, pela Companhia das Letras, a história se passa na década de 50 e narra à trajetória de uma jovem irlandesa, a Eilis, interpretada pela atriz Saoirse Ronan (O Grande Hotel Budapeste), que, através da irmã e o do Padre, consegue ir para os Estados Unidos tentar a vida.
No primeiro momento, é focado na adaptação e dificuldades emocionais da protagonista, que passa a se dedicar ao trabalho e os estudos. No entanto, em um baile para irlandeses, Eilis conhece Tonny (Emory Cohen), um jovem emigrante italiano por quem se apaixona.
O segundo momento fica marcado pelo retorno as suas origens, quando Eilis recebe a notícia da morte de sua irmã, antecipando sua ida à Irlanda. E nesses acasos da vida, ao contato com os seus, que a jovem conhece Jim Farrell (Domhnall Gleeson), na qual também se apaixona. Dividi entre ficar ou partir e o amor, Eilis fica diante de uma decisão que poderá mudar completamente sua vida, que culmina o desfecho do filme.
As cores do figurino da protagonista são trabalhadas como elemento narrativo. A cor verde faz alusão à sua terra natal, que simboliza seu porto seguro diante as dificuldades enfrentadas. O vermelho, que representa a América, passa a ser usado à medida que Eilis começa, aos poucos, sentir-se “em casa”. No entanto, certo momento as cores do figurino passa a variar mais, simbolizando seu estado emocional confuso e dividido.
“Brooklyn” é um filme bonito e muito emocionante. Embora possua um roteiro simples, técnicas rasas e sem muitas novidades em relação a trama, o filme ganha força e dramaticidade graças a ótima atuação de Saiorse, que dá um show de interpretação, na qual é reforçada pela fotografia, que dá um tom melancólico à narrativa fílmica.
