"A fotografia sempre me espanta, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente".
Roland Barthes
Cada pessoa carrega consigo uma sensibilidade muito particular. No ato de perceber o mundo a sua volta, interpreta-o. Nesse processo de interpretação, o indivíduo decodifica e, automaticamente, já começa a criar.
Não existe um momento de compreensão que não seja, ao mesmo tempo, criação. Quando trazemos isso para o meio fotográfico, vemos também que cada fotógrafo, ao registrar o mundo que o cerca, privilegia e foca em algo que desperta a sua atenção e/ou de acordo com sua real intenção. Como pode ser observado nas fotografias impactantes que compartilho a seguir.
Fotografia de Gnb Akesh, que retrata o trabalho infantil.
Fotografia de Stephen Hall, que retrata a realidade de alunos na Etiópia.
Fotografia de Pablo Ernesto Piovano. do projeto fotográfico "The Human Cost Of Agrochemicals".
Fotografia de Paula Sampaio, do projeto "Antônios e Cândidas têm sonhos de sorte".
O resultado do trabalho de um fotógrafo reflete sua personalidade, a forma como ele vê e pensa o mundo. Fotografar é testemunhar, é dar um depoimento silencioso que, assim como a pintura, a escultura ou outras linguagens, traz consigo a marca de seu autor.
