Como frustrar uma geração

 

É de costume as equipes de automobilismo definir suas cores de acordo com os principais patrocinadores, porém, com algumas exceções, como no caso da Ferrari, que é obrigatório utilizar a cor vermelha predominante em seus carros.

Essas escolhas podem fazer toda a diferença em como o público enxerga a equipe. Com o retorno da parceria dos japoneses da Honda e a equipe Mclaren, gerou uma grande expectativa em seu público, sendo essa ansiedade alimentada por suas ações de marketing. 

Com essa expectativa gerada em cima da equipe, proporcionou uma visibilidade do público muito maior do que normalmente ela teria ou teve em anos anteriores. Toda aquela áurea da época de Senna e Prost estavam novamente na cabeça dos fãs.

Chegado o dia em que a equipe apresentaria seu novo carro e pintura ao público, o que se viu foi frustação e revolta dos fãs. Olhando o mercado, a equipe gerou muita visibilidade através da expectativa. No final, jogou fora a chance de ser o centro das atenções com o fato de não fazer a “vontade dos fãs da categoria” em um ano que há pouco dinheiro no mercado para patrocínio.

E com esse erro, digamos assim, a equipe deixou de faturar e arrecadar fundos para ela própria. Que empresa não gostaria de aparecer em algo tão esperado?

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Para quem gosta do esporte, a época de Senna e Prost na equipe foi mágica. E ter a chance de ver algo remotamente parecido, mesmo que apenas seja algo visual, já seria um momento muito prazeroso.

 

Lucas Placer

Lucas Placer

Designer e viciado pela profissão, estudante de arquitetura, amante dos esportes americanos, atleta de final de semana e café é meu alucinógeno da hiperatividade.