por Surya Guimaraens
A Netflix deu um presente em 2017 a todas as mulheres, a série Juana Inês. Calma que eu vou falar o porquê eu penso isso. A série conta a história de uma freira, poetisa, cientista e dramaturga que pode ter sido a primeira feminista que se tem registro e é considerada a primeira escritora mexicana.
Logo no primeiro episódio a série traz um diálogo entre dois jesuítas em que um defende o conhecimento e prega para que livros como o de Nicolau Copérnico não sejam queimados e o outro defende a pureza da fé, e ainda questiona com autoridade:
– O que é mais importante? Encher a cabeça das pessoas com conhecimento ou salvar suas almas?
Esse breve diálogo já mostra as grandes dificuldades que Juana Inês irá encontrar na corte em que o Santo Ofício está presente para queimar todos os livros considerados como hereges.
A série nos faz entender como uma jovem mulher que viveu entre a religião e a ciência conseguiu proteger sua obra e publicar algumas ainda em vida, mesmo depois de várias de suas poesias e textos serem considerados inapropriados e uma heresia para a igreja.
A nossa heroína Juana Inês de La Crus nascida em um vilarejo do México no século XVII, quando o México ainda era colônia espanhola. Juana quando adolescente foi enviada à corte para servir a vice-rainha Marquesa de Mancera como dama de companhia, após passar por um surpreendente teste de conhecimento ela se torna tutora da filha da vice-rainha.
Perseguida pelo jesuíta Antonio Nuñez de Miranda, que depois se torna seu confessor e um grande admirador dos seus talentos, mas não permite que ela o exerça. Numa tentativa forçada de tirar Juana Inéz da corte, ele a leva para o convento das Carmelitas para que vire monja. Pararei por aqui para não correr o risco de dar muito spoiler.
Vale muito assistir a série que é repleta de ricos diálogos, uma fotografia apaixonante como obras de arte, esteticamente bela e com um conteúdo para inspirar qualquer mulher.
