por Maurício Canterle
Sabemos que as cores tem um papel imprescindível na construção narrativa de um filme. Podem representar personagens específicos, numa espécie de leitmotiv visual, ou seja, se repetindo ao longo das aparições do personagem e se adaptando a sua evolução dentro da história. Ou ainda, nos fazer remeter a algumas características intrínsecas a cada cor, numa associação com algo mais permanente na nossa cultura, uma relação arquetípica. Cores quentes com calor e cores frias com o frio, numa associação básica, pra dar como exemplo. Enfim, esses somatórios de questões fazem com que a escolha da paleta de cores de um filme seja algo intimamente relacionado com diversas características do ambiente que constrói a diegese.
Num trocadilho inocente, tocam as notas do filme junto com a trilha sonora. Nessa confusão toda, me deparei com um vídeo (segue abaixo) que consegue traduzir um pouco dessa construção da concepção visual dos trabalhos. Clicando aqui você confere a matéria original, que me despertou o interesse pelo vídeo.
