Star Trek – Sem fronteiras [sem spoilers]

Eu sempre critiquei os filmes muito comerciais, escritos e dirigidos para conseguir a maior bilheteria possível. Filmes deveriam ser como alimentos, deveriam ter alguma função, pensei.

Mas o mercado sedento por audiência e dinheiro de vez em quando acerta e fica difícil contestar. É como a Coca-Cola: um suco preto cheio de substâncias que podem derreter nossos ossos, mas é gostoso e a gente acaba comprando, mesmo que com algum cuidado. Assim são os novos Star Trek para quem gosta de ficção científica.

Os novos Star Trek de 2009, 2013 e 2016 são uma renovação da franquia que deu certo, mais certo que as tentativas do Star Wars. Os dois primeiros dirigidos por J.J. Abrams e o terceiro por Justin Lin, conhecidos por dirigir alguns enlatados tão bons que eu chamaria de “enlatados gourmet” para fazer justiça. Super 8, Star Trek (2009), Star Wars Episódio VIII, Velozes e Furiosos 5 e 6.

O filme é aventura do começo ao fim, tem elementos que agradam ao público analógico como motocicletas a combustão e rock’n roll e algumas homenagens aos atores da série original, como ao ator assumido homossexual, George Takei.

Interessante que há um confronto no filme entre as ideologias dos episódios antigos com os novos, os personagens do passado conquistadores belicistas e os do presente como exploradores pacifistas.

A classificação 12 anos impede sexo e violência, que dá ar de filme bem pasteurizado, mas dentro das limitações, é um ótimo entretenimento.

Lívio Sakai

Sou como um carro não muito velho, mas com 500.000 km marcados no odômetro.