Cinema Brasileiro em Foco: os melhores filmes de todos os tempos

No final do ano passado, publicamos aqui no Entrelinha uma matéria comentando sobre a lista com “Os 100 Melhores Filmes Nacionais” dos últimos tempos, divulgada pela Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema (veja aqui).

Para a felicidade e delírio dos cinéfilos e apreciadores do Cinema Brasileiro, o Canal Brasil reuniu alguns desses filmes que levará o espectador a um passeio por oito décadas através de 20 consagradas produções cinematográficas que passará pelo período do Cinema Novo, tendo como seu grande expoente o cineasta Glauber Rocha; depois pelo Cinema Marginal de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, uma parada pelo período da Retomada do Cinema Brasileiro, que ocorreu em 1995, e, é claro, pelas produções da nova geração de diretores.

Confira a programação completa:

SETEMBRO

  • “O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte. O prestigiado filme é baseado na peça teatral de Dias Gomes é, até o momento, a única produção cinematográfica brasileira a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes.  Dia/horário: segunda, 12/09, à meia-noite e quinze.
  • “O Auto da Compadecida” (2000), de Guel Arres. O filme é baseado na peça teatral de mesmo título, do escrito Ariano Suassuna.Dia/horário: terça, 13/09, à meia-noite e quinze.
  • “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Considerado uma expressão cinematográfica do Tropicalismo, o longa-metragem é uma adaptação do livro de Mario de Andrade, publicado em 1928.Dia/horário: segunda, 19/09, à meia-noite e quinze.
  • “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1969), Júlio Bressane. O filme é um símbolo de ruptura estética. Dia/horário: terça, 20/09, à meia-noite e quinze.
  • “Eles Não Usam Black Tie” (1981), de Leon Hirsman  – vencedora do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1981. Dia/horário: segunda, 26/09, à meia-noite e quinze.
  • “Ônibus 174” (2002), José Padilha. O filme é estreia do cineasta, premiado como Melhor Documentário em festivais de cinema pelo Rio e São Paulo, retrata um episódio marcante de um sequestro ocorrido num ônibus no Rio de Janeiro. Dia/horário: segunda, 27/09, à meia-noite e quinze.

 

OUTUBRO

  • “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla. O premiado longa é inspira-do na história do marginal João Acácio Pereira da Costa. Dia/horário: segunda, dia 03/10, à meia-noite e quinze.
  • “Bye Bye Brasil” (1979), de Cacá Diegues.  É road movie brasileiro e uma das mais importantes obras cinematográficas da década de 70. Dia/horário: terça, 04/10, à meia-noite e quinze.
  • “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), Bruno Barreto. É baseado na obra de mesmo título do escritor Jorge Amado. Segunda, dia 10/10, à meia-noite e quinze.
  • “Assalto ao Trem Pagador” (1962), Roberto Farias. Obra baseado num caso verídico ocorrido no Rio de Janeiro. Dia/horário: terça, dia 10/10, à meia-noite e quinze.
  • “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho. Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim de 1984, além de outras láureas internacionais, por esse documentário sobre o assassinato de João Pedro Teixeira, líder do movimento das ligas camponesas de Sapé. Dia/horário: segunda, dia 17/10, à meia-noite e quinze.
  • “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral. É uma adaptação da obra prima de Clarice Lispector. Dia/horário: terça, dia 18/10, à meia-noite e quinze.
  • “São Paulo, Sociedade Anônima” (1965), de Luiz Sérgio Person. Filme de estreia do cineasta que faz uma reflexão a respeito da industrialização de São Paulo. Dia/horário: segunda, dia 24/10, à meia-noite e quinze.
  • “Pixote, A Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco. Produção cinematográfica premiado em vários festivais internacionais.  Dia/horário: segunda, dia 25/10, à meia-noite e quinze.
  • “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert. Longa-metragem considerado um dos melhores filmes nacional da década, premiados em vários festivais internacionais. Dia/horário: segunda, dia 31/10, à meia-noite e quinze.

 

NOVEMBRO

  •  “Os Cafajestes” (1962), Ruy Guerra. Marco  do Cinema Novo, retrata  retratar com precisão a vida nociva e inútil dos playboys cariocas. O filme chocou a censura ao mostrar o primeiro nu frontal feminino do cinema brasileiro. Dia/horário: terça, dia 01/11, à meia-noite e quinze.
  • “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963), de Glauber Rocha. É um dos grandes clássicos do Cinema Novo. Dia/horário: segunda, dia 07/11, à meia-noite e quinze.
  • “Central do Brasil”(1998), de Walter Salles. O cineasta  conquistou mais de 40 prêmios em festivais com sua obra. É um filme impactante. Dia/horário: terça, dia 08/11, à meia-noite e quinze.
  • “O Som ao Redor” (2013), de kleber Mendonça Filho. Apresenta um retrato delicado de Recife. Foi premiado como o Melhor filme nos Festivais do Rio, de Gramado e São Paulo; e melhor roteiro original no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Dia/horário: segunda, dia 14/11, à meia-noite e quinze.
Erica Ribeiro

Erica Ribeiro

Comunicóloga, escritora, cineasta e também jardineira. É cofundadora do Coletivo Pausa, cofundadora/editora-chefe do EntreLinha, uma cinéfila incorrigível, amante das artes e da literatura.